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sábado, 1 de maio de 2010

O PROFESSOR E AS TECNOLOGIAS

O fato de estar numa Secretaria de Educação me oportuniza o contato com muitos professores e uma visão do todo. Reconheço que as particularidades nem sempre chegam a nós, e aí gostaria de citar Carlos Queiróz que traduz um pouco esse momento: "ver as coisas por fora é fácil e vão, por dentro das coisas é que as coisas são”. Mas, tenho o cuidado também de estar ‘por dentro das coisas’ para não ser injusta com ninguém.

Ainda outro dia, conversando com vários professores de diversas áreas, perguntei-lhes suas opiniões sobre as tecnologias e como eles lançariam mão desses recursos nas aulas. Os poucos que me sugeriram algo se referiram apenas ao computador.

O jovem de hoje é um jovem com forte relação com tecnologia e os diversos tipos de mídias, haja vista o número de jovens que possuem, Mp3, Mp4, celurar, notbook, Play Station 1,2,3, Nintendo Wi, entre outros. E aqueles que não os possuem podem se aproximar dessa tecnologia por algo em torno de R$ 1,00 a hora num cyber.

Vejo então uma necessidade de trazer esses recursos prá nossas aulas. Hoje pelo menos cinco alunos de uma sala têm Mp4; será que o professor já teve a curiosidade de saber o que se faz com um Mp4? Será que ele sabe que é possível gravar som com esse aparelho tão simples? Um aluno, por exemplo, não poderia recitar uma poesia para o outro gravar sua voz e depois analisar com o professor esse trabalho? Postar no blog da escola; construir um movie maker com imagens selecionadas por eles e a gravação no fundo? Postar esse vídeo no youtube?
Com o celular então, há uma infinidade de possibilidades de trabalho com os recursos que ele oferece, principalmente no que se refere a imagens.

Vejo a cultura jovem com excesso de informação e pouco conhecimento, extremamente ligado à imagem principalmente àquelas que apelam para emoções fortes como velocidade e violência.

Temos que nos aproximarmos dessas tecnologias sob pena de não cumprirmos nosso papel de articular a cultura elaborada com a cultura experiencial dos alunos, se negarmos isso, deixamos de ser escola.

E na Educação Física, como usaríamos esses recursos?

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