Páginas

Total de visualizações de página

quinta-feira, 26 de maio de 2011

JOGOS INDÍGENAS URBANOS - CAMPO GRANDE/MS


No último domingo(22), prestigiei a 6º edição dos Jogos Indígenas Urbanos que se realizaram no Parque do Sóter. Dezoito comunidades indígenas fizeram um espetáculo a parte em várias modalidades, entre elas Darci Ribeiro, Assentamento Estrela do Amanhã e Núcleo Ceramista do Bairro Jardim Noroeste. Foram momentos de deleite e reflexão. Pude observar o quanto a comunidade indígena se apropriou da cultura dos brancos. Haviam indígenas, principalmente jovens do sexo masculino, com cabelos com mechas loiras, moicanos, topete com gel, moicano com luzes, entre outros. 




Outro fato que me chamou a atenção foi a união entre eles. A presença das famílias dos atletas durante todo o evento. E nesse contexto quero incluir, pai, mãe, avô, avô, tio, filhos, vizinhos, enfim, todo grupo social de referência do atleta.






O que deixou a desejar foi a  habilidade dos atletas que competiram na modalidade de arco e flecha, somente UM acertou o alvo, apesar dos arcos terem feito um show à parte.

Foi uma manhã num "programa de branco, mas com muito índio". 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Depoimento da professora Amanda Gurgel numa Audiência Pública no RN

A professora desvela a situação precária das condições econômicas dos professores e da educação no Brasil, se recusando a ser a Redentora do País, condição esperada pelos nossos políticos. Interessantíssimo.



sábado, 14 de maio de 2011

Palestra na Unigran-capital

Estive na sexta feira, dia 06/05 na Faculdade Unigran-capital Fui convidada pelo professor Msc. Eduardo Sinésio, para conversar com seus alunos, acadêmicos do curso de Educação Física, sobre o processo de elaboração do planejamento na educação física escolar na Rede Municipal de Ensino. 
Foi um momento muito rico de troca de experiências. Conversamos sobre Projeto Político Pedagógico; plano de ensino; Plano de aula; abordagem crítico-emancipatória; metodologia da problematização, entre outros assuntos referentes a prática pedagógica do professor de educação física. Espero ter contribuído com formação dos futuros professores e/ou profissionais de educação física. Quem se interessar pelo conteúdo, clique AQUI. As sugestões de aulas estão postadas neste blog na opção: sugestões de aulas, na coluna ao lado.
 


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Lutas na escola: uma proposta de aula na perspectiva crítico-emancipatória - Profº Leonardo Liziero

QUESTÕES NORTEADORAS
 
imagem: revista Nova EScola – Fotos: Jean Pimentel.

Qual a primeira imagem ou palavra vem a sua cabeça quando falamos Luta?
Já praticou algum tipo de luta?
Luta é sinônimo de violência?
Quais conceitos estão ligados às lutas?
Luta é uma manifestação esportiva masculina
?

AULA 01 –INTRODUÇÃO

Conteúdo: princípios condicionais
Situação didática: inicialmente será realizada uma roda de conversa, as questões norteadoras serão indagadas aos alunos. Algumas atividades serão desenvolvidas e solicitado aos alunos que identifiquem quais aspectos das atividades têm ligação com o tema Lutas. As atividades que serão desenvolvidas serão: cuidando o rabo, arrancando cebolas e o gato e o rato.


Para ler mais acesse   aqui

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Locomoção Humana - Uma proposta de aula na perspectiva crítico-emancipatória

OBJETIVO:
Possiblitar à criança a oportunidade de aprendizagem dos conhecimentos gímnicos funtamentais a partir de uma atmosfera lúdica adequada à faixa etária

CONTEÚDOS: andar/correr/saltar

TURMA: 2º ano

MATERIAIS: cordas, pneus, arcos, caixas de papelão, cavaletes de madeira ou trave de equilibrio, colchões ou gramado da escola, sala ambiente virtual.

TEMATICA: A locomoção do homem


Questões norteadoras



O homem das cavernas para buscar alimentos e fugir dos perigos precisou se movimentar. Quais as formas de locomoção que ele utilizou para esse movimento? quais delas ainda utilizamos? E quais motivos nos levam a criar outras formas de locomoção?

Acesse a aula toda aqui

sexta-feira, 1 de abril de 2011

DIVERSIDADE... UMA PROPOSTA DE ABORDAGEM AO TEMA

Vídeos criados a partir de livros infantis que tratam a Diversidade, numa linguagem acessível à criança. Uma proposta de introdução ao trabalho com esse tema.

O primeiro é do livro Diversidade, da Tatiana Belinky e a música é o Shimbalaiê da Maria Gadu;




O segundo é do livro Na minha escola todo mundo é igual, da Rossana Ramos e Priscila Sanson. A música é Somewhere over the rainbow com a interpretação de Israel Kamakawiwo'ole. Neste, fiz algumas alterações no formato do texto para melhor visualização pelas crianças.

                                                  


quinta-feira, 3 de março de 2011

VAMOS BRINCAR UM POUCO?

Quantos rostos você consegue ver nesta árvore??
Se quiser, coloque sua resposta na caixinha de mensagem




.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Desfrutem das praças

 

Não estou falando das praças de alimentação dos shoppings, mas das praças de lazer de sua cidade. Quando falamos em lazer, logo pensamos em gastos, consumo. Mas te asseguro que o único gasto temos ao desfrutar das praças é com água, que podemos levar de casa.
 

Vamos levantar agora as vantagens: numa praça encontraremos sombra, onde poderemos descansar, ler um livro, conversar, jogar damas, xadrez, bozó, e uma infinidade de jogos. Certamante você precisará de um parceiro, mas se não tiver, você o encontrará lá.
 










Na maioria das praças da minha cidade também podemos caminhar, correr ou sentar em seus bancos e apenas contemplar a paisagem, refletir sobre a vida. Ah! pode-se também tomar o tereré, bebida gelada muito comum por aqui.

 











Numa praça podemos também ter um momento prazeiroso com nossos filhos, pois quase todas possuem um parquinho com bastante areia, brinquedos e crianças.  Deixemos de lado o conceito de que o shopping é a melhor opção de lazer. Não é! Nem tampouco a mais segura. 


  

Vivencio isso com meus filhos e tenho tido êxito. Vamos frequentemente às praças de Campo Grande e nos divertimos bastante, ora jogando bola em seus gramados, ora fazendo caminhadas em suas pistas, ora brincando em seus parques, ora fazendo ginásticas em seus equipamentos, mas o tempo todo vivendo a plenitude de ser família.







Um passeio pela Orla Morena


sábado, 1 de maio de 2010

DISCIPLINA...UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

Tenho visto a repercussão das ações de medidas socioeducativas empreendidas pelo Promotor de Justiça, o Dr Sérgio Fernando Harfouche. Estas consistem em diante de uma ação de indisciplina ou violência do aluno no âmbito da escola em relação ao colega ou ao professor, o mesmo é responsabilizado por elas e deve cumprir algumas medidas disciplinares determinadas pela direção a partir de um aconselhamento com o promotor e em comum acordo com os pais. Estes por sua vez já foram participados dessas ações por meio de reuniões promovidas na escola juntamente com o promotor. As medidas aplicadas referem-se a pequenos trabalhos na própria escola como, lavar as canecas do lanche, limpar a areia do parquinho, lavar a quadra, etc. Essas ações tiveram início em abril de 2009 num evento na Assembléia Legislativa onde Sérgio Harfouche apresentou um plano de ação a diretores e coordenadores pedagógicos com o objetivo de mudar a realidade da maioria das escolas de Mato Grosso do Sul, nas quais se observam gritos, desrespeito, intimidação e ameaças, danos ao patrimônio público e agressões físicas entre alunos e contra funcionários destes estabelecimentos de ensino.

Segundo a reportagem do Fantástico do dia 11/4/2010, são medidas que têm obtido resultados efetivos na diminuição dos índices de violência nas escolas. Num percentual de 60% de redução da violência nos três primeiros meses de aplicação.

Quero aqui externar a minha admiração por esse promotor, principalmente porque sua preocupação foi com ação preventiva e não somente com a execução das medidas, quando os adolescentes já estão em conflito com a lei. Mas, essa ação me leva a algumas reflexões...

A primeira reflexão que faço é a de que não seria também a própria aula uma das motivações à indisciplina?
Digo isso porque tenho presenciado aulas sem desafios nem descobertas; aulas que acontecem o tempo todo somente na sala e na própria escola; aulas em que copiar do quadro é a maior dificuldade empreendida pelo aluno; aula em que interpretar o texto se resume a responder questionários; aulas onde o professor prá conseguir a atenção dos alunos, bate no quadro, na mesa, grita, numa agressividade que anula qualquer ação participativa dos alunos; aulas de educação física que se resumem a futebol; aula em que o instrumento que mais se aproxima da tecnologia é o giz e o livro, e aqui não é porque os recursos tecnológicos são inexistentes na escola, não! Eles estão lá, mas a maioria dos professores é resistente a eles ou incompetentes para lidar com eles. Vejo a cultura jovem com excesso de informação e pouco conhecimento, extremamente ligado à imagem principalmente àquelas que apelam para emoções fortes como velocidade e violência. O professor tem que se aproximar dessas tecnologias sob pena de não cumprir seu papel de articular a cultura elaborada com a cultura experiencial dos alunos, se negar isso, a escola deixa de ser escola.

Outra reflexão que me faço é se a violência acontece somente nas escolas públicas ou se somente são evidenciadas nas escolas públicas? Será que o professor é só desrespeitado nesse âmbito escolar? Será que a agressão ao colega, o bullyng, acontece somente nas escolas públicas? Será que o compromisso de formação de “melhores cidadãos” é somente da escola pública?
É curioso como as ações de diversas instituições, sejam governamentais ou não, são somente para a classe baixa sob a égide do “risco social”. Eu considero em risco social todo jovem cujos pais lhe dão mesada e nem ao menos verificam com o que foi gasto; ou ainda os deixam na porta do shopping sem ao menos conhecerem seus amigos; e tem também àqueles que com acesso irrestrito à internet não saem de casa e seus pais nem ao menos imaginam qual a concepção de mundo que esse jovem está formando; existem àqueles que emprestam os carros dos pais e sob efeito do álcool cometem irresponsabilidades, inclusive homicídios e não são responsabilizados pelos seus atos até porque na maioria das vezes são filhos de juízes, políticos, desembargadores... Isso na minha concepção é risco social. Quem cuidará desses jovens?

A última reflexão a que me proponho é sobre como que esse plano de ação tem sido socializado com os pais pelos diretores das escolas. Alguns diretores estão gerindo sua escola, de forma arbitrária e desnecessária, mas dizem estarem embasados na fala do Promotor. Por ex: o aluno que chega atrasado terá que varrer o pátio da escola. Ora às vezes a causa pode ser o atraso do ônibus, dos pais, etc. Se o jovem depende dos ais para chegarem a escola e estes se atrasaram a quem cabe a medida disciplinar? Não penso que essa medida disciplinar ajudaria na formação de melhores cidadãos. O desconhecimento dos alunos do Regimento Escolar, na maioria das vezes construídos sem a participação deles, também contribui para algumas ações arbitrárias dentro da escola. Por trás de atitudes disciplinares geralmente se escondem os esquemas “autoritários” que regem muitas vezes nossa sociedade. É importante delinear o conceito de disciplina nesse âmbito em que ela está sendo exigida, a Escola.

Quero aqui citar Celso Antunes, quando sugere um conceito mais amável de disciplina como, por exemplo, Disciplina é uma relação de afeto e respeito, uma ação recíproca de cumprimento de normas". O autor afirma que o início dessa construção deve se manifestar por meio de um acordo entre alunos e professores, algo como um "contrato" em que ambas as partes discutem e constroem seu papel e sabem como acatar sanções na eventualidade de um descumprimento. Assim, conclui o autor:

quando os professores de uma unidade escolar sentam-se com seus alunos e desconstroem e sabem reconstruir a plenitude da significação e dos tipos de disciplina, não apenas a aula corre mais facilmente e a aprendizagem se concretiza de maneira mais saborosa como estudantes e mestres descobrem que, reconhecendo a disciplina como ferramenta essencial às relações interpessoais, aprendem autonomia, exercitam a firmeza e conseguem, com mais dignidade, construir o caráter.


Dessa forma trago estas reflexões acerca das ações empreendidas nas escolas, com a intenção de contribuir na construção da disciplina nesse espaço tão importante na vida do jovem.

Referências
(http://www.hojems.com.br)
http://rmtonline.globo.com/addons/video_player.asp?em=3&v=18432
ANTUNES,Celso. Qual disciplina deseja quem reclama da indisciplina? Disponível em: http://www.educacional.com.br/articulistas/celso_bd.asp?codtexto=613 acesso em 20/04/2010.
Imagem disponível em: http://fotos.sapo.pt/rqwiAf00CyqU8kyH7c1C/s320x240

CONVERSA DE CRIANÇA

Quando meu filho tinha três aninhos, no caminho da escola ele me perguntou:
_ Mãe, o que é violência?

Eu fiquei pensando na melhor forma de conceituar a violência para aquele pequeno ser. Respondi:
_Tudo que é contra a vida, é violência.

Ele ficou pensativo e então me veio com essa:
_Mas...os Power Rangers são do bem e...matam!

Ora, que belíssima conclusão!!

Nesse momento percebi o quão importante é a presença dos pais na orientação dos conceitos que as crianças formam via inocentes desenhos infantis. Naquele momento perguntei-lhe se só por serem do bem os Power Rangers não estariam cometendo violência ao matar alguém;  Se eles eram tão poderosos, porque eles tinham que matar? Não haveria uma outra forma de controlar àqueles homens do mal?

Hoje vemos muitos jovens sem qualquer indício de humanidade e civilidade. Não respeitam o bem público e muito menos as pessoas. Atacam trabalhadores nos pontos de ônibus, botam fogo em índios, matam gays, picham muros, quebram orelhões, metrôs, entre outras coisas. Esse comportamento não é privilégio somente da classe pobre, mas de todas as classes sociais.

Não tenho dúvida que a ausência dos pais em momentos cruciais na formação desses jovens foram decisivos para que se tornassem o que são. Criança precisa de resposta às suas perguntas, precisa de parâmetros para estabelecer sua personalidade. E isso responsabilidade da família senão, outros o farão.

Às vezes o cansaço nos impede de dialogar com nossos filhos, e é tão simples e fácil vê-los quietinhos na frente da TV ou na NET, que esses meios de comunicação parecem  definitivamente inofensivos. Não percebemos as mensagens subliminares que são transmitidas aos nossos filhos via comercial de TV, desenhos, músicas. Muitos até acham bonitinho suas filhinhas dançando o “Créu”.

Nesse ponto sou a favor da radicalização. Manter a raiz. Raiz é aquilo que nos sustenta, e o que é isso senão os nossos valores? Na minha casa não se ouve esse tipo de música e a razão é esclarecida a todos. Alguns me dirão “não ouvem na sua casa, mas não adianta, na escola, na casa dos colegas, na rua, todos estão tocando”. Mas às vezes uma maioria significa que todos os tolos estão do mesmo lado.

Insisto e não tenho medo de radicalizar. Existem valores que não admitem meio termo. Me sentiria orgulhosa se meus filhos se tornassem agentes de transformação e não tão somente massa de manobra, que consome tudo o que a mídia produz sem reflexão alguma. Pais... façam a sua parte, percam tempo com seus filhos!!

O PROFESSOR E AS TECNOLOGIAS

O fato de estar numa Secretaria de Educação me oportuniza o contato com muitos professores e uma visão do todo. Reconheço que as particularidades nem sempre chegam a nós, e aí gostaria de citar Carlos Queiróz que traduz um pouco esse momento: "ver as coisas por fora é fácil e vão, por dentro das coisas é que as coisas são”. Mas, tenho o cuidado também de estar ‘por dentro das coisas’ para não ser injusta com ninguém.

Ainda outro dia, conversando com vários professores de diversas áreas, perguntei-lhes suas opiniões sobre as tecnologias e como eles lançariam mão desses recursos nas aulas. Os poucos que me sugeriram algo se referiram apenas ao computador.

O jovem de hoje é um jovem com forte relação com tecnologia e os diversos tipos de mídias, haja vista o número de jovens que possuem, Mp3, Mp4, celurar, notbook, Play Station 1,2,3, Nintendo Wi, entre outros. E aqueles que não os possuem podem se aproximar dessa tecnologia por algo em torno de R$ 1,00 a hora num cyber.

Vejo então uma necessidade de trazer esses recursos prá nossas aulas. Hoje pelo menos cinco alunos de uma sala têm Mp4; será que o professor já teve a curiosidade de saber o que se faz com um Mp4? Será que ele sabe que é possível gravar som com esse aparelho tão simples? Um aluno, por exemplo, não poderia recitar uma poesia para o outro gravar sua voz e depois analisar com o professor esse trabalho? Postar no blog da escola; construir um movie maker com imagens selecionadas por eles e a gravação no fundo? Postar esse vídeo no youtube?
Com o celular então, há uma infinidade de possibilidades de trabalho com os recursos que ele oferece, principalmente no que se refere a imagens.

Vejo a cultura jovem com excesso de informação e pouco conhecimento, extremamente ligado à imagem principalmente àquelas que apelam para emoções fortes como velocidade e violência.

Temos que nos aproximarmos dessas tecnologias sob pena de não cumprirmos nosso papel de articular a cultura elaborada com a cultura experiencial dos alunos, se negarmos isso, deixamos de ser escola.

E na Educação Física, como usaríamos esses recursos?