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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Que mundo estamos deixando para nossos filhos?

 (Texto escrito em 21/10/2009)

Ultimamente temos acordado com os passarinhos cantando. É delicioso acordar com essa sinfonia. Começamos escutando uma melodia longe, que aos poucos vai ficando mais forte, até que a gente acorda. Não identifico qual passarinho canta na minha janela, mas estou ficando preocupada com a integridade física dele.

O fato é que ele começa cantar às cinco da manhã, e não importa o dia da semana. Meu marido está de férias e não é tão amante de pássaros assim, a ponto de achar lindo ser acordado às cinco da manhã ainda que seja pela mãe natureza. A urbanidade limitou sua capacidade de se deslumbrar com o natural no urbano.

 No entanto, temos que reconhecer que “nós” invadimos o espaço que era natural; nós incomodamos as tartarugas marinhas com nossas luzes artificiais e as confundimos no seu caminho para o mar; nós incomodamos os pássaros de Bonito quando fazemos micareta naquele santuário; nós incomodamos os bichos quando fazemos focagem noturna no Pantanal; nós desalojamos os cupins quando derrubamos suas árvores e depois eles invadem nossas casas.

O homem (leia-se as grandes indústrias aliada aos governos), na ânsia do ter, ignoram as conseqüências de qualquer interferência no meio ambiente. Pouco a pouco vamos sofrendo as conseqüências dessas ações,tais como chuva em demasia onde antes não chovia; terremotos; mini tornado no centro-oeste; ataques de pombos, de jacarés em plena cidade; elefantes invadem aldeias, tigres invadem cidades, enfim é a revolta, ainda que lenta, da natureza.
Somos seres unos. Um não deve reinar sobre o outro, somos elos de uma mesma corrente e como parte racional dessa corrente temos que mantê-la inteira, forte. Essa é nossa função sob pena da nossa extinção como raça. Li uma frase mais ou menos assim: “muitos estão preocupados com o mundo que estamos deixando para nossos filhos. Poucos se preocupam com os filhos que estão deixando para o mundo"

Serão eles os nossos futuros presidentes, governadores, empresários, professores...

domingo, 26 de junho de 2011

Dança Circular como fator de formação humana - OMEP/2011

 
CIRANDA


 A sobreposição da individualidade nas relações humanas atuais se reflete e reproduz na  escola. A Dança Circular favorece por meio do ritmo, da melodia e  dos movimentos, o conhecimento da expressão de outras culturas, com seus  gestos e  posturas. Dançando experimentamos a sabedoria da alma dos povos. 

Ainda na quinta-feira, numa reportagem do Jornal Hoje, da Rede Globo, uma dançarina do Tambor de Crioula, declarou: “dançar é a minha vida. Acho que quando eu morrer minha alma volta prá dançar ao ouvir as batidas do tambor”.  Na dança, o ser humano descobriu um importante canal para conectar-se com o divino, transcendendo as barreiras que o limitavam ao corpo físico, abrindo as portas para uma realidade oculta à percepção dos cinco sentidos.
As Danças Circulares representam uma retomada de antigas formas de expressão de diferentes povos e culturas acrescidas de novas coreografias, ritmo e significados. Na Dança Circular não existe hierarquia, as mãos entrelaçadas despertam o apoio mutuo a interação e a cooperação. Sendo assim é uma proposta a ser desenvolvida na escola com o objetivo de humanizar as relações.

 Grata à todos que participaram da oficina, especialmente aos cursistas que vieram de outras cidades como: Sonora, Alcinópolis, Jaraguari, Iguatemi, Dourados, entre outras. Gratíssima pela oportunidade de dançar com voces.




 
IRISH MANDALA

sábado, 25 de junho de 2011

O GRUPO ESCOTEIRO MARIO DILSON COMPLETA UM MÊS EM ATIVIDADES


Campo Grande (MS), O Grupo Escoteiro Mario Dilson completou um mês em atividades e promove a primeira reunião com os pais das crianças e adolescentes. 

A reunião ocorreu nas dependências da escola municipal Ione Catarina Gianotti Igydio, local onde foram trados os seguintes assuntos: Progressão pessoal dos Lobinhos e Escoteiros, composição da diretoria do grupo, o cuidado que os pais devem ter no retorno dos jovens ao final das reuniões, bem como a distribuição de camisetas aos novos lobinhos e escoteiros. 

Os pais presentes na reunião assistiram a um vídeo com resumo das atividades do grupo, assista ao vídeo

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Compra de votos na escola




Outro dia, na festa junina de uma escola conceituada daqui, eu me divertia enquanto escutava a diretora anunciando a rainha da festa: a vencedora foi a “fulana de tal” com “trocentos mil votos”...o curioso é que a menina é parente de um político famoso na cidade.

Mas o que eu quero falar é como são captados esses votos.

Você se lembra da sua época escolar?

Sim...eles são VENDIDOS!

E essa negociação se dá no interior da escola, instituição que deveria primar pela formação para a cidadania. No entanto, parece haver um equívoco no entendimento do conceito de cidadania. Alguns gestores, tanto de instituições públicas, quanto particulares, se apropriaram desse termo para defender interesses próprios, sem compromisso com a autonomia de seus alunos. Não tenho a intenção de analisar profundamente essas questões, mas algumas considerações são necessárias.

SANTIN (1992, p. 42), afirma que uma escola democrática tem como objetivo fundamental, preparar a população para o exercício pleno da cidadania, o que significa mostrar as possibilidades e oferecer as condições de participação em todas as instâncias da vida da própria nação. Nesse sentido, governar pode ser uma das participações desse ser intelectualmente autônomo formado pela escola.

É interessante perceber que a escola reproduz e produz a cultura, no entanto, não sei dizer se essa prática se iniciou na escola, ou se a escola copiou de outrem. Penso que uma escola que se propõe a educar para a cidadania deve buscar em princípio a educação para a ética e justiça social.

Vocês poderão pensar que estou radicalizando, que isso é somente uma brincadeira da escola; uma forma de arrecadar fundos para a escola; mas, se a instituição é uma instituição particular, porque arrecadar fundos se os pais já pagam o valor (quase sempre exorbitante) da mensalidade? Ou ainda, se for uma escola pública, porque os gestores não se apropriam das formas lícitas oferecidas pelo governo na captação de fundos?

Alguns vão justificar sua prática em nome da tradição, mas  tradição por tradição há 3.000 ac, os perdedores de uma batalha tinham seus crânios transformados em bolas de futebol.

Os pais não percebem ou não querem perceber, por conta da vaidade de ver sua filha “rainha”, a dimensão da corrupção que nvolve esse processo.

Existem alguns pontos em que realmente sou radical, e esse é um deles.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Jogo de Várzea e a ludicidade

 Hoje ao passar pela Rua Yokohama (Bairro Sto Amaro CG/MS), me deparei com um campinho de várzea lotado de amantes do futebol, isso em pleno domingo às 11h da manhã. E olha que não era somente de homens. Havia homens, mulheres crianças, cachorro, entre outros...todos prestigiando uma “bela” partida de futebol num campinho, sem nenhum vestígio de grama. É, acreditem! Não havia grama no campo, era um campo de terra pura, cercado de pneus velhos, na beirada da rua.


 Os expectadores acotovelavam-se embaixo das sombras das poucas árvores que existiam em redor do campo, para poderem apreciar os lances excepcionais daqueles jogadores de final de semana.
O curioso é que quem havia organizado o campeonato  aparentemente não era da federação, liga ou qualquer coisa parecida, mas os árbitros estavam uniformizados, o que deduzi serem federados. Mas o quero enfatizar era a motivação que os levou, jogadores e expectadores àquele lugar num domingo ensolarado. Esta motivação é a ludicidade inerente ao jogo e que o ser humano busca incessantemente. 

Não é a premiação decorrente da vitória, pois acredito que todos que ali estavam, podiam dispor do prêmio, mas a vontade de participar, de jogar. O que nossas instituições de lazer tem feito para esses jogadores amadores? Cobram o espaço, a inscrição, a arbitragem, a premiação, blá, blá, blá, e enquanto isso o esporte vai sobrevivendo apesar das instituições.